Lançamentos da Editora UFABC já estão disponíveis

Editora lançou duas obras na área de Ciências Sociais

Em 30/05/2021 16:38
Atualizado em 31/05/2021 15:44

Notícia por ABEU

Lançamentos da Editora UFABC já estão disponíveis

Os recentes lançamentos da Editora UFABC já estão disponíveis e são da área de Ciências Sociais. Os livros "O Brasil pós-recessão: das origens da crise às perspectivas e desafios futuros", de Fábio Henrique Bittes Terra e Daniela Magalhães Prates, e "Sindicalismo e reforma da previdência na América Latina: Executivo, Legislativo e sindicatos na Argentina e no Brasil", de Sidney Jard da Silva, foram lançados em formato impresso e podem ser adquiridos no site da editora.

A obra "O Brasil pós-recessão: das origens da crise às perspectivas e desafios futuros" traz uma série de interpretações sobre o Brasil nos anos 2010. Tida como a terceira década perdida do país nos últimos 40 anos, o período 2010-2019 foi palco de três eleições presidenciais, um impeachment, das manifestações de junho de 2013, da eleição da extrema-direita em 2018, da recessão de 2015-2016, da estagnação econômica de 2017-2020 e do desemprego recorde pós-2016. A década foi, mais do que nunca, uma soma de subperíodos bem diferentes. Por isso este livro é tão plural. Nele há capítulos que apontam a política econômica da presidenta Dilma Rousseff como principal causa da crise, mas outros consideram o setor externo sua origem. Dentre as perspectivas e desafios futuros estão a marcha lenta da infraestrutura brasileira, o acirramento da financeirização após a crise de 2008, as políticas de austeridade fiscal, as várias dimensões do desmonte do Estado brasileiro, entre outros. Com todos estes desafios, a economia brasileira encontra-se especialmente frágil para enfrentar a crise da pandemia do COVID-19. Assim, para se entender o Brasil neste tumultuado início dos anos 2020, este livro é peça-chave.

Já o livro de Sidney Jard, "Sindicalismo e reforma da previdência na América Latina: Executivo, Legislativo e sindicatos na Argentina e no Brasil", reúne as vantagens do rigor acadêmico com o sabor dos relatos políticos, tornando-o muito expressivo dos processos decisórios da era FHC. Teoria, dados e história política unem-se para construir uma interpretação original sobre a reforma previdenciária. A intuição do autor, qualidade imperiosa do cientista social, levou-o a perguntar qual seria o papel de grupos externos ao sistema propriamente político nos destinos da reforma. Sabe-se que as histórias da seguridade social brasileira e, particularmente, argentina dizem muito sobre as características de seus sindicatos atuais. Sidney mostra que o inverso também é verdade. Em ambos os países os sindicatos influíram no desenho das reformas. Optar pelo método comparado entre países é sempre algo difícil e arriscado, já que em política não basta conhecer as regras do jogo, mas também a forma como os atores as interpretam. Através da compreensão da complexidade das relações entre normas e atores, Sidney apresenta seus melhores achados e aponta as deficiências de teses gerais ou monocausais para as reformas recentes da América Latina. Um livro que vale a pena ser lido pelos pesquisadores de políticas públicas e dos processos de reformas políticas na América Latina, e por todos aqueles interessados em entender os espaços existentes para os sindicatos nesta fase de grandes mutações dos sistemas de proteção social e de valorização dos mecanismos de mercado


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